2007 Novembro 5
by Yuri Peixoto
Demorou, mas ta pronto!

DIÁRIO DE CAMPANHA – UM COMPANHEIRO SE VAI… MAS OUTRO HÁ DE CHEGAR! POIS OS DEUSES AINDA OLHAM POR AQUELES QUE LHE SÃO FIÉIS – NAS SOMBRAS DA FLORESTA! – MISTÉRIOS TECIDOS POR ARANHAS – PARTE II


Diário de Campanha – 8º dia de Tarsakh de 1.372

Pensaram que eu tinha me esquecido… Não, estava apenas procurando as palavras certas para poder colocar nestas escritas o ocorrido de nossa aventura…

Eis que, então no 8º dia de Tarsakh, partimos de Duas Estrelas seguindo para noroeste, nossa viagem foi tranqüila e um pouco rápida, cavalgamos praticamente em linha reta e chegamos a floresta de Lethyr, onde eu e Pavel temos autorização dos druidas para andarmos livremente, e Pavel por segurança mandou uma mensagem, dizendo que estaríamos passando em uma comitiva pela floresta e, por lá, Pavel deixaria a comitiva para seguir seu próprio caminho, enquanto ele iria voltar para o Círculo de Leth, manter suas obrigações com os líderes druídicos do Grande Vale!

Em poucos dias estávamos na estrada do Grande Vale, havia já algum tempo que não andava por ali e senti saudades de minha casa, do meu Velho Pai e dos meus cavalos, passamos pelos misteriosos pilares rúnicos da estrada e lembramos-nos do dia do ataque do Uthraki. Logo chegamos a Bezentil e alguns já sentiam o peso da floresta ao norte, e sua maldição, fui um dos primeiros a ter sensações estranhas, juntamente com Huli, que tentava esconder os calafrios!

Mas esse dia descansaríamos, a floresta estava há poucas horas, mas decidimos atravessá-la no primeiro sino do dia seguinte…

Diário de Campanha – 9º dia de Tarsakh de 1.372

Antes mesmo do primeiro sino, já me encontrava acordado, preparando os cavalos, e preparando o espírito, apesar de já ter passado por muitos apuros, as histórias que ouvi sobre aquela floresta não era das melhores – uma floresta amaldiçoada a muito por poderosos, ou um poderoso bruxo, onde todo e qualquer ser vivo que seja desse lugar imundo apodreça e morra. Se tornando um prisioneiro da maldição da floresta e tudo em sua volta cheira a maldade, que emana do coração da terra, da seiva das árvores aos pequenos insetos que ali vivem sob a maldição. – Mas, como dizia meu velho pai – “Bravo é aquele que encontra em seus companheiros a verdadeira forma de viver” – vi empolgação nos olhos de Huli, apesar de ainda se sentir inquieto com a floresta. Marduk, pra variar acordou com seu humor de búfalo traído, perguntando e bufando, apenas rimos e preparamos para partir! Os perigos eram muitos, e estavam a nossa espera. Estávamos próximo de nosso destino, quando Meganne, com seus olhos perspicazes me pergunta com seu jeito gentil de me chamar “Douradão, o que é aquilo?” – apontado para a direção de uma construção na borda nordeste da floresta, apenas respondi – “Não olhe, nem aponte… aquelas são as ruínas de Dun-Tharos. Dun-Tharos foi a antiga capital de Narfell, o povo que conjurava e adorava a demônios e diabos. Enquanto viveu aqui, o Nentyarch, regente druida do Grande Vale postou seu trono nessas ruínas, para manter controle sobre o mal que ainda possa existir lá. Mas atualmente é um poder negro que se senta no trono de Dun-Tharos: O Putrefato, também chamado de Talontyr – o herdeiro do poder de Talona, Senhora de todas as pragas e doenças. Lá, somente a morte caminha”.

Paramos por um momento na borda da floresta, a poucos metros de sua trilha sob a escuridão para repassarmos os planos de travessia, esta deveria ser rápida e direta, em linha reta, mas todos deveriam estar atento a tudo, Marduk, Huli e eu alertamos os outros sobre a possível aparição de mais Uthrakis ou outros seres que confundiriam nossas mentes e olhos para depois nos devorar. Segui na frente acompanhado de Meganne e Huli e mais atrás vinham Marduk e Zepp. Nossa travessia levaria toda a manhã, seguindo em ritmo de marcha rápida, mas, como já os havia alertado antes, caros leitores, essa floresta guarda um mal irremediável e logo esse mal nos atacou, um galho apareceu do nada após a minha passagem e acertou em cheio o anão, derrubando-o de Castanho, seu pônei. Logo percebemos que na verdade o galho vinha de um Ent, que infelizmente foi tocado pela maldição, agora atacava qualquer coisa que tivesse sangue nas veias. Lutamos com dificuldade e muitos ferimentos, Mardduk com seu conhecimento de guerra armou para que conseguíssemos incendiar a área de ação do ser maléfico e juntamente com Zepp e Meganne, depois de muitas tentativas conseguimos distrair o monstro com as chamas, montamos novamente e seguimos a galope em direção ao fim da floresta até atravessarmos a floresta chegando à região bárbara de Narfell.

Após a batalha na floresta, cansados e um pouco assustados com o ocorrido, diminuímos nosso ritmo de caminhada e avistamos ao longe, a nordeste algo muito estranho de se ver.
Parecia que o vilarejo ao qual deveríamos executar nossa missão estava envolta em uma “cúpula” de um branco estranho, ao aproximarmos mais, podemos ver que a cidade foi tomada por aranhas gigantes! Teias tomavam conta da cidade; com desconfiança, fizemos uma ronda no perímetro e vimos que as entradas da cidade estavam intactas, apenas com algumas teias que atravessavam to teto da cúpula de teias ao chão. A sorte não estava do nosso lado logo na entrada da cidade, pois distraidamente Meganne e Zepp encostam-se aos fios de teia e, quase que instantaneamente 3 aranhas grandes saltam sobre nós, a batalha é inevitável, porém, Marduk, com sua desconfiança, já estava atento e logo derruba duas aranhas enquanto eu cuidei de uma. Passado a surpresa, caminhamos seguindo uma rua larga e vazia parecia que a cidade estava abandonada e não havia pessoas ou qualquer ser vivo, mas detectamos que a o centro da cidade estava habitado, e por mais estranho que pareça, parecia que a cúpula das aranhas se originara ali.

Vimos que no conjunto de construção que estava no centro da cidade e do grande casulo de teias havia uma taverna e de lá ouvimos sons de conversa e decidimos entrar e pegar informações, talvez até descansarmos.

Mas como sempre, estranhos numa cidade condenada nunca são bem vindos, e os poucos que estavam na taverna nos olharam com desconfiança. Assim como tavernas de pequenos vilarejos, esse estava abarrota de mesas e cadeiras, em sua maioria vazia, o taverneiro, como sempre, gordo e mal humorado, mas esse parecia pior, escondia alguma coisa, percebi isso em seus olhos e acho que meus companheiros também! Mas deixamos isso de lado, pedimos primeiramente um pouco de abrigo e depois fomos atrás de informação.

O taverneiro guardava uma chave dourada dentro de um pote com uma aranha viva no seu interior, perguntei o que era e com toda gentileza de orc que todos os taverneiros mal-humorados têm me respondeu que não era da minha conta e quase pedindo para que nos retirássemos sai do balcão entre olhares desconfiados do taverneiro e de mais três homens com olhos sombrios.

Com meu pouco sucesso em descobrir sobre a chave, pois pensei que aquilo poderia ter ligação com o fato das aranhas, mas Marduk e os outros conseguiram informações melhores – descobriu-se que a cidade foi tomada por aranhas que surgiram de algum covil a sudoeste da cidade e muitas pessoas que viviam ali desapareceram, houve o boato de que essas pessoas foram levadas para o tal covil para servirem de incubadoras, não sabemos ao certo, mas algo de estranho nessas informações. Decidimos então seguir até o covil – pois, se não lembram, nossa missão era encontrar a informante da Senhora de Duas Estrelas que há muito estava desaparecida e não se tinha mais informações dela, a não ser que estava naquele povoado. – mas antes descansamos e seguiríamos para lá no raiar do dia seguinte.

Diário de Campanha – 10º dia de Tarsakh de 1.372

Partimos no primeira luz do dia, todos estavam dispostos e preparados, Meganne estava empolgada pois sonhara que tinha encontrado um tesouro valiosíssimo e que lhe salvaria a vida (coisas de ladino), fomos em marcha rápida porém, com cautela pois avisei a Marduk que não confiei muito nas palavras dos homens daquele lugar e não era pra menos, a poucos passos do limite da cidade um zunido passou pela minha cabeça fazendo todos ficarem atentos e procurando de onde viera tal virote, Meganne e Zepp desapareceram sorrateiramente na mata, acho que sabiam a direção do disparo. Marduk e eu nos encostamos costa a costa e preparados para o que viesse, outro tiro veio em minha direção, mas passou a poucos centímetros de meu braço esquerdo e Huli apenas indicou o local e com meu arco disparei um tiro certeiro derrubando um deles. Marduk começou a girar sua arma e lançou e direção a outro que corria para se esconder em outro local, mas foi derrubado pela massa metálica da arma do anão e o terceiro foi capturado por Zepp, Meganne e Huli que o traziam amarrado e desacordado.

Acordamos o indivíduo e o interrogamos. Não foi de grande utilidade, pois ele disse pouca coisa a mais do que já sabíamos, mas foi pelo menos uma ajuda, agora saberíamos com o que estamos lidando, pelo que ele nos disse o covil estava próximo e era guardado por devoradores de aranha, e isso nos intrigou, pois, como as aranhas cercaram a cidade? Bem isso fica pra depois amigos, pois agora a história ira se desenrolar aos poucos…

Até breve!

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